Fios de Nylon

Por Carla Corrêa

Comportamento

A incrível geração de pessoas despreparadas

Existem no mundo dois tipos de pessoas: as que são proativas e sabem se virar sozinhas e as que são extremamente incompetentes. Mas sinto que ultimamente o segundo agrupamento tem se multiplicado numa velocidade assustadora. Digo isso, porque, o que tem de gente nesse mundo que são incapazes de lidarem com seus problemas e com os imprevistos do dia-a-dia está tão grande que neste exato momento tem um ou mais deste tipo ao seu lado agora.

Não é apenas uma coisa de geração mimimi ou frescuriti aguda, mas sim muito mais problemático que isto. Pessoas incapazes e despreparadas para enfrentarem as intempéries da vida são uma espécie de bomba relógio em nossa sociedade. Geralmente mimadas, de um humor instável e de mudanças comportamentais súbitas,  destrutivas e agressivas. Essas pessoas são de difícil convívio, geralmente só veem o lado ruim em tudo que possa existir e são incapazes de resolver os próprios problemas, geralmente criados por elas mesmas, sozinhas.

O pior desta história toda é que nós, como membros desta mesma sociedade que se encontram estes indivíduos, estamos criando e alimentando estas monstros criaturas, de modo que estes no futuro nos atacarão. A única solução viável que vejo para um tratamento desta enfermidade em nosso meio é: fazer com que estas pessoas criem um senso de responsabilidade, resiliência e capacidade de enfrentar seus medos, problemas. Muitas das vezes este tipo de pessoa está bem do nosso lado, a gente acompanha o seu não desenvolvimento comportamental e por fim nos tornamos reféns não só da incapacidade alheia, mas também da nossa em não poder tomar alguma atitude.

Mas sejamos otimistas. Nessa vida tudo há uma solução viável, porém um pouco dolorosa. Pessoas que nascem ou são criadas numa bolha de incompetência precisam encarar o mundo como ele é: duro, difícil, competitivo e hostil. Não há fórmula mágica, apenas muito aprendizado e trabalho duro durante o processo. Porque nós seres humanos adultos sabemos que amadurecer requer alguns tombos e joelhos ralados para que possamos aprender a nos reerguer. Temos de parar de cercar as pessoas problemáticas dos eventuais problemas, de parar de tentar consertar por elas o que elas mesmas fazem de errado, parar de protege-las incondicionalmente de tudo o mal que possa acontecer e o principal: não criar pessoas mimadas.

Crônicas

Como as coisas e o tempo estão tão efêmeras

Coisas que acontecem em um curto espaço de tempo, mas temos a sensação de que elas ocorreram recentemente do que havíamos sentido. Já cansei de ouvir gente dizendo, eu me inclui nisto, de que as horas do dia estão insuficientes para tantas coisas que precisamos fazer ao longo dele. Será mesmo? Está cada vez mais comum as pessoas na correria do dia-a-dia o terminarem com aquela sensação de que ele ainda não deveria acabar ou que, em grande parte dos casos, está faltando algo a ser feito quando essas horas que sobram nos permitem algum tipo de descanso. Bizarro né? Muito!

Fazemos tantas tarefas ao mesmo tempo, que não percebemos como o tempo está passando tão rápido. Ai me pego pensando se: essas milhares de coisas que estamos desempenhando ao mesmo tempo estão sendo realizadas com qualidade, porque a quantidade delas me assusta. Esse negócio de um ser humano ser multitarefas é conversa para boi dormir. Esta é só mais uma desculpa para justificar a necessidade de colocarmos máquinas em nossos lugares para executar essas multitarefas. Se bem que num futuro não muito distante será nossa realidade, para que enfim possamos desfrutar de um pouco de tempo ocioso, só que não. Mas conhecendo a humanidade como conheço, creio que nem isto ocorrerá também, pois o homem dará um jeito de querer competir e superar a máquina também ao realizar múltiplas tarefas. Teremos de inventar coisas novas para fazer e conquistar a fim de preencher o tempo vazio que deixamos ao delegar nossas tarefas para as máquinas!

Se o futuro pode ser desolador, o presente não chega a ser nem um pouco animador, pois além de fazermos muito em um curto prazo de tempo, nós nos cobramos e nos condicionamos a isto o tempo todo. Pode parecer repetitivo, mas a palavra tempo neste texto não é um caso de ausência de conhecimento de sinônimos, mas sim uma redundância necessária que estou utilizando para tentar descrever a gravidade de uma situação, que por muitos, é ignorada por ter se tornado parte de nossa rotina.

Nunca estamos satisfeitos com o que temos, por isso procuramos meios de conseguir coisas novas e com isso passamos nosso valioso tempo em busca daquilo que não é tão necessário assim.

Comportamento

Escrever enriquece e acalma a alma

Já faz tempo que estou num grupo do facebook chamado “Escritores ajudando escritores” que tem o propósito de reunir pessoas que amam literatura, ler e escrever. Sejam elas profissionais ou amadoras. E justo nestes dias que estava procurando referências para criar conteúdo aqui para o blog, me deparei com dois textos maravilhosos falando sobre um hábito que eu venho desenvolvendo cada vez mais: da escrita.

O primeiro fala sobre quatro benefícios cientificamente comprovados sobre a importância de dedicarmos mais à escrita manual. Além de nos ajudar a fixar melhor ideias, ela é uma santa terapia para pessoas que sofrem, principalmente, de ansiedade e depressão. A outra é uma mataria da revista Exame que complementa o texto anterior, falando também sobre o bem que escrever no papel faz para nossas mentes.

Já disse em outras oportunidades aqui no blog que os piores momentos que passei em minha vida, eu consegui superar com a ajuda da escrita, mas especificamente deste blog. O simples fato de poder escoar em forma de palavras alguns dos meus sentimentos era suficiente para me deixar mais leve. Eu encarei este processo como uma forma de terapia. Outro ponto fundamental que me ajudou neste processo de escrita foi outro hábito contínuo que mantive que foi a da leitura. Ler livros e em seguida anotar observações sobre a história, reservar citações para depois resenhar aqui tem sido o melhor exercício que já fiz nestes últimos anos. Além de continuar em forma para minha profissão, para quem não sabe sou jornalista por formação, a leitura e escrita têm sido minhas grandes companheiras e aliadas nos dias mais turbulentos.

Esqueça as mensagens de texto, SMS, WhatsApp e redes sociais. Pegue um papel, caderno ou bloquinho e vá exercitar seu punho. Com apenas uma semana eu já sentia a diferença, minhas ideias fluíam melhor, conseguia pensar com mais clareza e me sentia mentalmente menos congestionada. Então, se isto me fez tão bem, então fará o mesmo por você. Vamos espalhar esta alegria e incentivar todo mundo a voltar a usar as mãos no papel!