Fios de Nylon |

Ilha linda, Ilhabela quero voltar!

Eu deixei um aviso, breve, na fanpage do blog e do Google+, avisando dos posts programados. Semana retrasada (dos dias 20 até 30) foi muito corrida em todos os sentidos. Eu disse que estão acontecendo coisas boas que vão refletir por aqui, e é o que está acontecendo.

A viagem à Ilhabela foi para um casamento que eu fui, mas gostaria de deixar o destaque deste post não apenas pra ressaltar a beleza do lugar, que chega a ser redundância hahaha, mas sim por uma experiência bastante legal que vivi decorrente desta viagem.

Foi uma viagem, a de carro até chegar na Ilha, muito tranquila e agradável. Pude conhecer, mesmo que só de olhar, muitos vilarejos do interior de SP que dá vontade de voltar. Passei pela cidadezinha de Monteiro Lobato (mas não tirei nenhuma foto lá… fuemm), ai fica a dica para quem gosta do escritor e não façam o que eu fiz!

Chegando no nosso destino quase final, na cidade de São Sebastião, que é onde se pára e pega a balsa pra ilha. Você pode fazer a travessia de qualquer veículo automotivo ou não. O preço que se paga dependerá do seu meio de transporte. A travessia não leva mais que 15 minutos.

Agora sim, já na ilha, o impacto com a beleza do local, a tranquilidade e a hospitalidade chega a ser absurda. Sabe aquela época em que podíamos dormir e deixar os carros na rua? Pois é, foi o que aconteceu. Por ser uma ilha, o índice de crimes que estamos “acostumados” a presenciar nas grandes cidades acabam se tornando menos frequentes. O que te faz relaxar ainda mais. Mas confesso que demorou um dia para eu me acostumar com a calmaria do lugar e a entrar no clima da cidade.

Fiquei por lá quase uma semana e nem deu tempo de conhecer tudo o que o local tem a oferecer. Tem muita praia maravilhosa que eu gostaria de ter conhecido, mas fiquei de boca-aberta com as poucas que conheci. Pelo que pude entender e pesquisar, as melhores e mais belas praias que a Ilha possui não são as costeiras do lado oeste (oriente-se lembrando que o lado do continente é o oeste), mas sim as que você precisa fazer uma trilha mata a dentro. São desertas por este motivo, o acesso é por trilha e difícil. Algo bastante bacana que observei foi que em qualquer canto, pelo menos pelos que eu andei, você encontra ciclovias para você explorar ao máximo o lugar. Qualquer esquina da Ilha você esbarra com um bicicleteiro e lojas que alugam bicicletas.

Pra todos os cantos que você anda é impossível não ter a presença do mar. A pousada que fiquei hospedada fica há poucos metros dele. Isso acaba favorecendo aquela caminhada básica ao levantar, depois do almoço, durante ou após a ida à praia. Quer parar e apenas apreciar a paisagem? Você pode sentar nos milhares de bancos que tem espalhados pela Ilha. Lá realmente é um lugar que te convida a desconectar de tudo, tudo mesmo.

Para o almoço eu tenho dois restaurantes para indicar em que eu almocei e que têm propostas diferentes. O primeiro em que almocei assim que cheguei de viagem foi o Pimenta de Cheiro. Lá o sistema é de prato feito e com muita, mas muita fartura. Se você come pouco ou prefere personalizar cada ingrediente de seu prato, talvez aqui não seja o lugar ideal para você, apesar de ter bastante opção de cardápio de porções.  O segundo é um restaurante a quilo chamado Max Paladar. Lá o sistema é self-service com uma comida muito saborosa e bem temperada. Fora o dia em que cheguei, almocei neste restaurante até o dia em que vim embora. Uma coisa que não pude deixar de comparar foi a diferença de preços do quilo da Ilha com os praticados aqui em BH. Lá um prato meu, bem farto, não paguei mais que R$20 (acho que nem cheguei a isso), enquanto aqui um básiquinho não sai por menos de R$37.

Agora a melhor experiência de todas vivida nesta Ilha foi o fato de poder me desconectar um pouco do burburinho desse continente maluco. Claro que eu andei postando fotos no Instagram e tentando ver o que acontecia por aqui, mas o fato de não ver TV, assistir noticiário, ler jornal, acessar internet (lá o meu 3g era uma porcaria) e ter notícia do que estava acontecendo por aqui me deixou num estado de “Out side” total. Tive um impacto tremendo quando abri meu notebook e vi meus e-mails, as notícias na timeline do face e etc. Me senti como se voltasse de um coma no meio de um furacão hahaha. Essa foi a sensação quando tive de me inteirar de tudo o que se passava por aqui. Gente, é informação demais pra assimilar de uma só vez. Mas posso dizer que vale a pena desplugar dessa vida louca que vivemos pra olhar um pouco mais o mundo a nossa volta.

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