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O importante é recordar

Sabe aqueles momentos que a gente deseja manter na memória, mas sabemos que certa hora ler podem simplesmente desaparecer? Tais momentos merecem um registro mais duradouro do que simplesmente o digital. Outro dia numa roda de conversa alguém disse o seguinte: o digital nos proporciona o benefício do erro e da perfeição. Isto é, temos a oportunidade de registrar tudo e se sentirmos que não saiu como queríamos até esteja perfeita aos nossos olhos, não importante se teremos de repetir 15 ou 2 vezes o processo.

Lembro de que quando eu era criança, meus pais faziam questão de registrar momentos importantes, então pedia a um tio meu que sempre que pudesse ele gravasse em video VHS nossos aniversários. Infelizmente não tenho mais estas fitas com as gravações, porque como toda criança peralta, acabei gravando filmes e desenhos em cima dessas fitas (não me xinguem nem julguem por favor). Hoje com muito mais idade e experiência, sinto uma enorme necessidade de registrar em impresso tudo o que julgo ser importante para mim. Foi assim que comecei a imprimir fotografias de viagens, com amigos e de ocasiões importantes para mim. Agora de tempos em tempos vou imprimir as melhores fotos de meu Instagram e assim resgatar um velho hábito de guardar numa caixa especifica todas as minhas recordações.

Quero fazer destes registros um hábito, assim como tenho fotografado e revelado tudo, decidi ressuscitar meus cadernos, que antes eram apenas coleções e que agora ganharam papel fundamental. Nada de notas em celular, iPads ou computadores, a boa e velha caligrafia na folha é meu objetivo de vida para os próximos meses. E claro, guardar tudo depois que acabarem as páginas em branco, pois de nada adianta você registrar no papel e depois jogar fora, seria como escrever um texto memorável na internet e depois de alguns anos ele ser repentinamente apagado.

A experiência de criarmos e depois poder apalpar aquilo que fizemos não tem igual. Já perdi as contas de quantas vezes me peguei pensando sobre o quanto eu gostaria de sentar num canto e revirar fotos de recordações de viagens que fiz. Em seguida percebia que podia fazer às vezes apenas por meio do celular, mais especificamente nas redes sociais, onde costumo postar e compartilhar grande parte destes momentos. Claro que conclui que isto é um absurdo, por isso mais do que nunca a necessidade de guardar de forma física meus registros e informações passou a ser um caso de necessidade prioritária.

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 31 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

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