Fios de Nylon |

Afinal de contas, o que vale ou não a pena?

Algum tempo tinha assistido um video de uma Booktuber falando sobre o fim dos Book Hauls em seu canal e mais, ela abandonará o cenário de estantes com seus livros. O argumento dela é muito justo, ela diz que “não quer incentivar seus telespectadores ao consumismo de livros, mas sim em uma boa experiência de leitura de livros que indicar”. Isso me fez voltar a um antigo tópico que já falei aqui no blog em porque eu não me estabeleço metas de leituras, não faço maratonas literárias e quase nunca leio mais de um livro por vez.

Nesta oportunidade havia argumentado, e continuo defendendo a ideia, de que livro é um artigo de consumo bem caro se pararmos para pensar e assim como eu, muitas pessoas não dispõe de tanto dinheiro para investir R$100 ou R$200 todos os meses, não é mesmo? Mesmo um livro que custe R$19, não é sempre que damos essa sorte de encontrar algo tão barato, já que a faixa de preço de capa das publicações estão em torno de R$35 a R$50 reais.

Eu vinha me programando há meses para adquirir uma estante enorme, aquela de nove nichos da Tok&Stok, mas no fim de fevereiro eu repensei essa minha “prioridade” e vi que na verdade ela não era essencial. Pois não pretendo guardar por muito tempo vários livros que hoje tenho em minha pilha de lidos e não lidos. Não vejo sentido em guardar obras lidas que eu sei que não lerei mais, a não ser aquelas que eu sei que utilizarei como fonte de referência e pesquisas.

Tenho feito e refeito quase todos os dias uma lista de livros que mereçam muito ficar e outros que quero abrir mão, não porque foram leituras ruins, mas sim porque quero deixar um espaço vago na pilha de livros para que um próximo tão bom quanto possa ocupar temporariamente, e assim o curso seguir entre chegadas e partidas.

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