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Amor-próprio

Amor-próprio é o que queremos para nós

A gente sabe que as pessoas esperam sempre algo de nós. Que sejamos bem sucedidos, tenhamos uma casa e família feliz. Tenhamos também um cachorro fofo no quintal cheio de flores coloridas. E como fica o amor-próprio? Não é o que realmente buscamos para nós? Quando o assunto é autoestima a gente sabe bem o que as pessoas esperam de nós. Mas quando se trata do nosso amor-próprio a gente não sabe o que esperar.

Passamos tempo demais tentando agradar as pessoas que nos cercam, comprometendo nossa felicidade e energia com isso. Mas se refletirmos sobre o assunto e nos fizermos a pergunta: vale à pena isso? A verdade é que não. Não deveríamos nos preocupar com a opinião alheia, mas esta acaba tendo um peso significativo em nossas vidas. Pois querendo ou não, lá no fundo queremos agradar gregos e troianos ao mesmo tempo. E ai nossas necessidades e amor próprio ficam em terceiro plano e olhe lá.

O problema está justamente nisso. Não dá para agradar todo mundo e isto é fato comprovado. No entanto insistimos na busca da aprovação unânime e acabamos esquecendo do que realmente importa. Este tipo de atitude nos deixa frustrados e infelizes. Você já deve ter cansado de ouvir que a gente tem que ter amor próprio em primeiro lugar. Independente do que pensem de nós. Esta é uma das poucas expressões populares que concordo e levo pra vida. A auto aceitação, amor próprio o bem querer sincero consigo são as únicas coisas que importam nesta vida. E isto não é egoísmo, é autoestima.

Expectativa vs Realidade sobre o amor-próprio

Viver na sombra das pessoas ou esperando que ela lhe cumprimente por uma tarefa bem feita não é uma atitude muito saudável. Isso se chama insegurança. Se você não é capaz de saber o que quer pra si, como conseguirá saber o que os outros querem de você? Não que isto importe de verdade. Grande parte das frustrações em nossas vidas vêm da tentativa que fazemos diariamente em buscar entender e fazer aquilo que esperam que façamos. Não importando se isto nos deixará infelizes, desde que você cumpra com sua obrigação.

O amor próprio é dedicar-se a si sem levar em consideração da opinião alheia. Sem ele, viveremos apenas pra pagar contas, como dizem por aí. E não é bem isto que queremos pra nossa vida, certo? Amor próprio é basicamente conjugar sua vida na primeira pessoa sempre que você achar necessário. Deixe o nós para quando você tiver certeza do que quer para si e não tenha medo de se amar em primeiro lugar.

Alguns sinais de que seu amor-próprio anda esquecido

Existem alguns sinais de que nosso corpo e a vida nos dão quando estamos vivendo demais para os outros. Leia e reflita se alguns destes exemplos estiverem ocorrendo com bastante frequência e tente muda-los o mais rápido possível.

1- O dia precisa ter 48h para dar conta de tudo

Você está se sobrecarregando demais com tarefas. Aprenda a organizar sua vida e trabalho e verá como as 24h serão mais que suficientes.

2- Querer fazer algo e temer o julgamento alheio

Se você precisa consultar a opinião de alguém antes de fazer algo para você, pare agora. Não deixe que decidam sua vida por você. Tome decisões baseada em fatos e impressões próprias. Pergunte à um amigo o que ele acha, mas a decisão final é sua.

3- Precisar ter algo para se inserir num grupo

A maior ciada que o Bino poderia prever. Se achar indigno de estar com alguém por não ter posses, seja lá qual for. Este tipo de comportamento parece coisa de adolescente, mas infelizmente não é exclusivo deles. Muitos adultos se preocupam em ter, ao invés de ser, coisas apenas para serem aceitos pelos demais. Quem vive nesta fantasia sempre acaba muito endividado e infeliz. Não caia nessa de querer a todo custo impressionar aos outros com algo que não tem a ver contigo ou que não possa comprar. Quem te quer bem vai querer como você é.

4- Concordar com tudo o que os outros falam

Outro exemplo de que seu amor próprio anda abalado é que sua opinião inexiste. Concordar com quem tem o mesmo pensamento que o teu é uma coisa. Agora, passar a aceitar tudo o que dizem mesmo você não concordando é falta de senso crítico. Seja por medo de magoar alguém ou ser mal interpretado, você não precisa concordar com tudo o que dizem. A sua opinião tem tanto valor quanto a dos demais. Lembre-se disso.

Após ler atentamente estes quatro exemplos, faça um balanço de como anda sua vida e seu amor próprio. Não viemos a este mundo para fazer as vontades de ninguém, a não ser que seja algo que agrade ambas as parte. Do contrário continuaremos a alimentar um monstro que nos destrói dia após dia com a infelicidade e frustração. Vamos aprender a dizer mais não, a nos preocuparmos mais conosco e menos com a opinião alheia. A vida é curta demais para vivermos por outra pessoa em nosso lugar!

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

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