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Autoaceitação

Autoaceitação a chave para nossa felicidade

Já faz algum tempo que venho pensando bastante sobre autoaceitação e como lidamos com nossos incômodos. Incômodos estes que passamos boa parte de nossas vidas achando que é um grande problema, mas que na verdade não é. Costumamos dar valor demais às coisas que não merecem, enquanto as que realmente importam ficam esquecidas. Sofremos e nos punimos por coisas que acreditamos ser essenciais à nossas vidas. Já parou pra pensar que aquilo que te incomoda, na verdade pode ser sua maior virtude ou qualidade?

Foi pensando assim que cheguei a conclusão de que minhas olheiras não me incomodam mais. Pode parecer algo fútil e sem propósito, mas juro que não é. Durante muito tempo me incomodei, deixei de fazer coisas e ver pessoas porque achava que todo mundo reparava minhas olheiras e falavam delas pelas minhas costas. Sempre que saia de casa me certificava de que minha maquiagem estivesse pesada o suficiente pra cobri-las e ninguém saber que eu tinha olheiras roxas profundas. Certa vez chegaram a me perguntar se eu estava com alguma doença. Foi então que minha negra só aumentou. Mas de uns tempos pra cá eu as olho não mais com vergonha e sim com alegria. Porque eu finalmente entendi que não importa quantos quilos de base e pó eu use pra camufla-las, elas estarão sempre ali, pois é genética isso.

Autoaceitação e felicidade

Cansada de esconder o óbvio eu acabei admitindo que se não me aceitasse como sou, nunca conseguiria ser feliz. A autoaceitação das olheiras vieram num período de minha vida em que passo por situações de minha saúde em que me obrigaram a enxergar o mundo de uma outra forma. Ao ter contato com outras pessoas, com outros problemas sérios eu vi que o que eu sentia não fazia sentido.

Por que autoaceitação é tão importante assim?

Quando descobri que não preciso me escravizar por conta de um problema que só existe na minha cabeça, as coisas fizeram mais sentido. Com o tempo a gente aprende a ficar mais esperta com as coisas em nossa volta. Eu hoje por exemplo, consigo sair de casa de cara lavada me sentindo linda. Não tenho gastado mais dinheiro com maquiagem, agora só com livros. Minhas prioridades mudaram completamente e a opinião alheia passou a ter nenhum efeito em mim. Porque quando me dei conta de que o único jeito de ser feliz é através da autoaceitação.

Sobre as olheiras que me incomodavam: as maquiagens eu mantenho, pois foram caros investimentos. Mas assim que a maioria acabar, não vou repor boa parte. Minha meta de vida é carregar apenas o essencial, ter aquilo que eu apenas uso de verdade sem excessos e ostentações. Este é mais um dos benefícios que a maturidade nos proporciona: racionalização financeira. Mas isto só o tempo poderá lhe ensinar!

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

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