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Inteligência emocional

Como anda sua inteligência emocional?

Uma explosão de sentimentos define o ser humano. Dependendo do estado de espírito dele, todas ao mesmo tempo. Mas sabemos que este tipo de oscilação costuma causar danos graves à nossa saúde e às relações pessoais com quem nos cerca. Por isto, a importância de sabermos controlar devidamente a nossa inteligência emocional.

Mas o que seria esta tal inteligência emocional? 

Ela nada mais é do que a capacidade que temos de compreender e administrar corretamente os nossos sentimentos e os de outras pessoas. Isto pode soar meio manipulador ou estranho, mas no fundo é algo positivo. Imagine você em uma situação de estresse coletivo. Nele estão envolvidas outras pessoas que são suas colegas de trabalho, por exemplo. 

Ambientes de empresas costumam ser muito competitivos e altamente estressantes, e em determinadas horas o caos se instala. São nestas ocasiões que é preciso ter alguém com controle de sua inteligência emocional para evitar o colapso de uma equipe inteira.

Pessoas adoecem por conta do psicológico e ficam quase impossível manter a calma diante de um cenário conturbado. E é ai que entra a inteligência emocional. Um verdadeiro líder/gestor é aquele que consegue administrar tanto os seus sentimentos e limitações como os de equipe inteira. Motivando, auxiliando nas tarefas, se doando, dando apoio, remanejando metas aqui ou ali e por aí vai.

Como eu exercito a minha inteligência emocional

É verdade que não é qualquer pessoa que tem esta capacidade. Mas podemos trabalhar para exercitar esta qualidade tão importante em nossas vidas. Dei o exemplo de um ambiente corporativo. No entanto, nossa inteligência emocional pode ser demandada a qualquer momento e em diferentes situações, e estar preparado para aciona-la é que nos torna fortes e diferenciados dos demais indivíduos. Veja a seguir oito passos simples de como você pode treinar para ter uma inteligência emocional afiada e equilibrada.

1- Entenda o que seu corpo está dizendo pra você
2- Alivie seu ritmo de pensamentos para evitar pensamentos negativos ou pessimistas
3- Reflita bastante sobre cada ação a ser tomada, dependendo do grau de complexidade
4- Pense, muito, e só depois haja/reaja
5- Aprenda a se colocar no lugar do outro e não achar que todos são como você
6- Entenda seus limites e trabalhe dentro de suas possibilidades
7- Observe os detalhes em seu ambiente
8- Peça ajuda, pois a arrogância é a maior inimiga de sua inteligência emocional

Pode parecer muita coisa a princípio, mas com o tempo aprendemos a praticar diariamente estes passos simples e passaremos a fazer sem esforço. É preciso ter em mente que: o que torna as coisas complexas é a má vontade de tentar algo novo. Em outras palavras, não tenha preguiça.

Inteligência emocional além do convencional

Para entender melhor o funcionamento da inteligência emocional em nossas vidas, basta você ter consciência de que razão e emoção andam juntas. Assim como cognição e intuição também. O nosso maior erro é tentar separar as coisas e coloca-las em caixas com definições. Antes até poderia funcionar desta forma. Mas no mundo globalizado e cada vez mais instantâneo em que vivemos, isso se tornou obsoleto. Hoje tudo e todos estão interligados. Não temos mais tempo para separar as coisas e guarda-las em recipientes, elas se integram conosco e entre si. Basta observarmos a história da humanidade desde a época das Cruzadas. Vejam como a geografia urbana tem mudado, as raças se mesclando e as culturas incorporando costumes umas das outras. Se antes definíamos as fronteiras por pessoas de determinadas raças, cores e credos, hoje o multiculturalismo está em maior proporção. Ou seja, a integração está prevalecendo.

Cheguei a conclusão de que: para melhor trabalhar minha inteligência emocional é saber analisar o comportamento das pessoas à minha volta. Só assim poderei partir para alguma ação. Conhecer as alegrias e as dores dos outros me ajuda a controlar as minhas também e a entender melhor as pessoas. Estamos num contínuo processo de aprendizado e transformação, portanto, observar e aprender é a melhor forma que temos de controlarmos nossa inteligência emocional.

Imagem: Pete Johnson – Pexels

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

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