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SEO e o que aprendi com suas métricas

Não me considero a pessoa mais autodidata do mundo, mas sim alguém que corre atrás do prejuízo rápido. Quando me formei na faculdade de jornalismo em 2013, este mundo da produção de conteúdo digital era quase inexistente para mim. Na minha cabeça minhas opções para trabalhar eram na área de assessoria de comunicação, tv, rádio ou jornal. Apenas isto. Mas antes mesmo de eu me formar o universo dos blogs estava em alta, o YouTube nem tanto. Mas eu nunca cogitei trabalhar numa agência de conteúdo para web ou mesmo ganhar a vida como blogueira, muito menos como aplicar métricas de SEO.

O que determinou a forma como eu via este universo de criação de informação foi a necessidade do momento. Os grandes jornais ainda eram um atrativo a se considerar. Mas ai vieram o período de estágios e a visão de trabalhar num veículo tradicional foi se distanciando. No entanto, a minha visão de como a informação era construída era a mesma. Cabeçalho, desenvolvimento da matéria e conclusão. Tudo muito sucinto e direto possível para não cansar o leitor. E foi assim que eu pensava até cerca de um ano atrás. Foi quando passei a estudar e a me dedicar à fundo nas métricas de SEO.

SEO

O que é SEO?

Search Engine Optimization. Em português otimização para mecanismos de buscas. Nada mais é do que você criar conteúdo para plataformas da web com métricas que ajudem os buscadores a encontrarem com mais facilidade e rapidez o seu conteúdo. Ou seja, uma linguagem da qual sites como Google, Yahoo e Bing usam para selecionar materiais com maior relevância para seu público.

Conhecer estas métricas é muito importante, pois ela quem definirá seu hankeamento nestes buscadores. Sites com informações mais relevantes tentem a ser colocados mais ao topo. Enquanto os menos relevantes correm o risco de nem aparecerem na busca. Em termos mais específicos é uma linguagem que os robôs leem e processam em seu sistema de varredura por informação.

Palavras chave, quantidade de caracteres por frases e blacklists começaram a fazer parte do meu mecanismo de produção. Eu instalei um app no blog que é uma ferramenta SEO. E a partir dele fui escrevendo meus textos baseados nestas métricas. No entanto um certo conflito começou a rolar neste processo. Estava acostumada a escrever no meu ritmo e com uma linguagem própria. Depois destas regras passei a medir a quantidade de palavras que coloco numa frase, quantas vezes preciso repeti-la para que o buscador entenda que aquela palavra chave realmente é relevante para o meu conteúdo.

Foi aí que o conflito se acentuou. Quando eu deixei de escrever diretamente para pessoas e passei a escrever para robôs? Porque por mais que sejam pessoas lendo o que escrevo, quem diz para meu público o que eles devem ler são estes robôs. Portanto, a linguagem deve ser direcionada para estas máquinas, e só depois elas dizem quem deve ler aquilo ou não. Assustador não é? Também acho. Por este e outros motivos, eu como jornalista, estou questionando estes métodos.

O lado B das métricas de SEO

Em um mundo onde a informação se torna efêmera em poucos segundos, um artigo complexo e bem elaborado pode simplesmente ficar sem valor porque uma máquina acha que ele não atende às suas especificações estruturais de produção. Por exemplo, o app que uso informa que frases com mais de 20 palavras são consideradas um erro estrutural. Um texto não pode conter nem mais ou menos do que 2% da palavra chave com média de 900 palavras. Parece muita informação para se criar um texto, mas nem é. Não mais para mim. Já me habituei a escrever nesta estrutura lógica. Me tornei quase que mecânica a ponto de contar mentalmente quantas palavras tem numa frase.

Mesmo tendo aprendido muito com esta ferramenta, sinto que preciso me aperfeiçoar ainda mais. Preciso encontrar um equilíbrio neste processo, já que estou no piloto automático quando o assunto é produção de texto.

Não notei muita diferença no alcance do blog depois de usar essas técnicas. Na verdade notei uma queda na minha produção de textos. Penso todos os dias se estas métricas funcionam sem algum investimento ($) nos buscadores. Aprendi tudo o que sei sozinha e sei que foi muito valioso o que sei agora. Hoje sou capaz de ler um artigo na internet e ver a estrutura SEO dele com suas palavras chaves, o engajamento gerado e os resultados alcançados. O que me anima é saber que conhecimento nunca é uma perda de tempo. Você sempre encontra um meio de usar aquilo de novo que você aprendeu.

Portanto, se você tem interesse em aprender mais sobre técnicas de SEO ou de criação de conteúdo para web, estude e corra atrás sozinho. garanto que no final da sua jornada tudo será recompensado de alguma forma.

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

4 Comments

  1. Jacqueline

    setembro 11, 2018 at 9:55 pm

    Adorei!
    Eu realmente precisava me dedicar mais nessa área!

    1. Carla Corrêa

      setembro 13, 2018 at 11:28 pm

      Olá Jacqueline tudo bom? Fico feliz por ter gostado do post, se eu puder te dar uma dica?…rs
      Se joga e aprenda sobre o assunto. No início parece confuso, mas depois que a gente aprende, ficamos com vontade de estudar mais sobre tudo. É viciante!

  2. Juliana

    setembro 12, 2018 at 5:57 pm

    Belo post, muito interessante o que acabei de ler aqui .

    1. Carla Corrêa

      setembro 13, 2018 at 11:25 pm

      Que bom que você gostou. Se quiser compartilhar um pouco de sua experiência também, fique a vontade. Adoro saber o que as pessoas acham sobre determinadas ferramentas pra web e principalmente se for da área de media!

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