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Stephen Hawking e o que aprendi sobre a vida

Levei algum tempo para escrever este texto sobre Stephen Hawking, porque não queria faze-lo de qualquer jeito. Uma personalidade deste gabarito merece muito mais do que simples palavras de consternação nas redes sociais para depois serem esquecidas. Hoje me peguei pensando em como somos pequenos neste planeta com um número de mais de sete bilhões de habitantes. Pensando não só na nossa pequenitude, mas em como lidamos com os problemas no dia-a-dia. Temos o hábito de sempre querer mostrar as coisas bem maiores que são, tanto boas, mas principalmente as ruins. Sendo que na verdade elas possuem exatamente o tamanho suficiente do qual podemos lidar.

Sempre fui fã do físico-cosmólogo Stephen Hawking, principalmente por conta de seus estudos sobre os buracos negros. Desde criança era fascinada pelo cosmos. Apesar de ter sido uma péssima aluna em física, na parte de cálculos, mas as teorias sempre foram meu forte, pois tenho muitas delas. Com base nas teorias da mecânica quântica e da relatividade geral de Einstein, outro gênio que admiro bastante, aprendi que nada é eterno, infinito ou insubstituível. Aqui e no espaço, tudo é mutável. Assim como estamos neste planeta de passagem, tudo o que rodeia o espaço também está. Estamos fadados à eterna mutação cósmica das matérias.

Pensando nestas mudanças, ao elaborar este texto ouvia The Scientist do Coldplay e fiquei imaginando como é importante olharmos sempre para cima. Mesmo quando as situações em nossas vidas não nos favorecem. Se passamos apuros ou dificuldades é sempre bom pegarmos um instante do dia e olhar para o céu e pensar: por lá as coisas mudam o tempo todo e em escalas e velocidades incompreensíveis para gente. Então por que não podemos iniciar as mudanças necessárias em nossas vidas com a mesma velocidade em que o universo evolui?

Stephen Hawking deixou um legado rico e inquestionável para nós. Mesmo se tratando de estudos científicos, podemos tirar proveito destes materiais e aplicar em nossas vidas a fim de mudarmos as coisas para melhor. Ou se preferirem, podemos nos inspirar na vida do Cosmólogo, que mesmo os médicos dizendo que ele não conseguiria sobreviver mais do que dois anos, este homem provou que sua capacidade de persistência o permitiu viver por mais 50 anos. Não consigo pensar num exemplo melhor do que este para nos mantermos sempre motivados em perseguirmos nossos sonhos. O ser humano precisa de modelos ao longo de sua vida para que possa se espelhar e manter-se motivado para não desviar do caminho da conquista.

Nós humanos podemos ter muitas faces sombrias e defeitos inquestionáveis herdados de uma genética primitiva, mas se tem algo nobre que possuímos é a capacidade da persistência. Não importa no que ou em que você crê, ou se não crê também não tem problema. O importante é nunca baixarmos a cabeça e permitir que nos diminuam ou digam que não podemos alcançar aquilo que queremos. Lembre-se, as estrelas lá do universo está anos-luz de distância e mesmo assim conseguimos admira-las. Pois somos parte de algo maior, e se estamos aqui, por algum motivo temos um papel a ser cumprido. Portanto, quando se sentir diminuído ou desvalorizado, olhe para o céu e lembre-se de que tudo o que existe em nossa volta, incluindo você, é feito das mesmas matérias. Somos todos um só!

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 31 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

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