Reduzindo meu ritmo de leitura para melhor compreensão do assunto

Dicas essenciais da boa leitura

Estes dois últimos meses têm sido um desafio para mim. Ler menos foi algo hiperativo em minha vida. Além de estar investindo em projetos que não necessariamente tem a ver com o blog, eu percebi que meu ritmo de leitura deu uma caída drástica. Não que isto seja algo ruim, mas foi o que aconteceu. Pois minhas leituras não se limitam a livros. Também consumo conteúdo de revistas, jornais e textos de blogs que costumo acompanhar.

A queda se deu propositalmente, não foi algo que aconteceu inesperadamente. Me ocorreu que, não fazia sentido eu manter uma meta literária de ler X livros todos os meses. Muito menos fazer maratonas literárias para “desencalhar” leituras antigas. Como estou focada em investir em meu currículo profissional, preferi priorizar os estudos.

Consequentemente esta queda de leitura acabou refletindo aqui na produção de conteúdo do blog. Até fiz um post avisando justamente que escreveria menos. Porque o que me motiva mesmo a escrever aqui são os textos que leio pela internet e resenhas de livros. Estes materiais são os pilares dos conteúdos daqui do blog. A minha lista na Amazon estava enorme, mas ai fui lá e dei uma limpa em livros que eu estava “querendo” apenas por achar o enredo da história legal. Isto é outra coisa que mudou. Só compro livros que realmente  despertem uma vontade muito forte de ler e que não seja baseada em simples resenhas no YouTube.

Estou determinada em continuar com este ritmo desacelerado de leituras e escritas por algum tempo, já que minha prioridade no momento é minha vida profissional. Já que o blog não me rende nenhuma fonte de rendimentos, então ele ficará em segundo plano por enquanto. Mas isto não quer dizer que a qualidade do que produzo aqui diminuirá. Pelo contrário, estou diminuindo a freqüência justamente para não comprometer a qualidade. Mas confesso que estou com muitos textos engatilhados e só esperando a hora certa para publicá-los.

Reduzir a leitura para absorver mais

Na contra mão do senso comum, ler menos não quer dizer que estou criando uma campanha de desestimulação à leitura. Pelo contrário. O objetivo aqui é conscientizar as pessoas com relação à qualidade de suas leituras e não a quantidade.

É sabido que grande parte dos conteúdos criados em na internet têm como objetivo arrebanhar cliques. Não importando se o texto ou artigo entregue é relevante, tem credibilidade ou mesmo se é uma noticia real. Isto tem contribuído para o excesso de informação geradas como spam. Com isto o acesso à informações realmente relevantes para o leitor ficam limitadas.

Ler menos pode ser uma solução paliativa ao que os especialistas chamam de disseminação das famosas “Fake News”. Aquelas notícias inventadas através de matérias supostamente verídicas, que têm como objetivo de aumentar o volume de leitores. Mas o pior disso tudo é que as pessoas sequer se dão ao trabalho de verificar a veracidade do conteúdo. É como se estivessem ligados no modo de leitura automático. É por estas e outras que me torno cética cm pessoas que dizem consumir muita informação no seu dia-a-dia.

Leitura para que te quero

Mesmo estando em contra senso da opinião publica, nunca acreditei que a quantidade de leitura fosse um indicador de qualidade. Tanto que, hoje não me envergonho em dizer que leio um livro ou menos por mês. Leitura para mim é uma forma de entretenimento e de prazer. Não obrigação. Caso alguém venha me questionar por esta decisão, eu simplesmente a mandarei ler este texto. Outro fato que me levou a ler menos é a repetição dos fatos. Não adianta, todo mundo está falando das mesmas coisas. Parece que a pauta do momento é um pleonasmo literário. É como eu sempre digo aos pseudos intelectuais: nem só de Camões e Machado de Assis vive o nosso entretenimento.

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

Alô Chics e a etiqueta contemporânea

Vou começar esta resenha sendo bem sincera com vocês: Alô Chics da Glória Kalil não é um desses guias práticos clichês que a gente encontra por aí. Dito isto, posso entrar no mérito da questão sobre o seu conteúdo. Na verdade eu fiquei bastante em dúvida se faria ou não esta resenha, pois sei bem que não só o livro, mas como bem a própria Glória divide bastante as opiniões por aí. Mas por fim decidi fazer a resenha porque gostaria de recomendar este livro não apenas para leitura, mas também para deixa-lo em sua mesa de cabeceira.

O primeiro e mais forte dos motivos que me levaram a resenha-lo foi justamente termos em mãos uma publicação que não só diga como devemos nos portar, quando o assunto é sociedade e seus códigos de conduta. Alô Chics é um guia prático da etiqueta com um toque mais moderno de se explicar os costumes que regem a ordem educacional do comportamento humano. Nele, Glória não apenas fala como você deve se portar em ocasiões como ao encontro de uma autoridade ou mesmo num jantar de domingo com seus avôs. Ela dá uma breve explicação sobre o porquê devemos fazer aquilo daquela maneira.

Sei que muita gente, assim como eu no auge da minha chatice de adolescente, sempre achou muito fútil e careta quando uma tia vinha falar comigo: “mas você não pode falar deste jeito com as pessoas, não deve fazer isso quando é recebida na casa de alguém…” simplesmente eu não entendia o porque eu deveria fazer as coisas como ela dizia e não como eu achava que deveria ser. Eu me sentia ridícula? Sentia, claro, mas me sinto muito mais ridícula hoje ao me lembrar de ter passado tanta vergonha sem necessidade.

Outra coisa muito importante que aprendi ao ler o livro foi que, por mais antiquadas que estas regras de etiquetas possam ser e parecer hoje em dia, acredito que, se elas existem é porque precisam cumprir uma função muito específica na sociedade. Assim como as leis servem para manter a ordem na sociedade entre os espaços, direitos e deveres dos homens, as etiquetas sociais cumprem um papel de cortesia e educação a serem seguidos para que, mesmo em situações de divergências o ser humano consiga interagir de forma diplomática com os demais. Imagina se a gente começar a hostilizar todo mundo que a gente não vai com a cara ou que tivemos um desentendimento? Apesar de dar muita vontade de socar a cara da pessoa, a civilidade nos manda fazer o contrário. Por isso essas normas de condutas sociais precisam existir e serem seguidas.

Só peço a você, caro leitor, tenha a mente aberta e não leiam este livro como se fosse apenas um simples manual de regras. Tente refletir sobre cada dica que Glória Kalil dá. Posso te garantir, na hora parecerá meio “hã?”, mas algum dia você perceberá que tudo isto faz o maior sentido!

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

Book Haul de Maio

finalO mês de Maio foi um daqueles maravilhosos, pois estava algum tempo namorando livros bem caros e finalmente consegui tirar dois deles da minha lista de desejos na Amazon. Já mencionei em outra oportunidade aqui no blog que os Book Haul não são tão frequentes assim justamente por conta do valor dos livros. Eu fico esperando a melhor oportunidade para fazer grandes compras, e a da vez veio com uma super promoção de 20% de desconto que a Amazon ofereceu em qualquer livro da Cosac Nayf.

Entre muitas outras coisas, Maio foi definitivamnte o mês da poesia para mim. Além da aquisição do best seller de Rupi KaurOutros jeitos de usar a boca – estou conseguindo manter minha meta de em toda compra adquirir pelo menos um exemplar de um clássico da poesia brasileira, e o de Maio foi o de Cecília MeirelesMar absoluto e outros contos – que segundo minha mãe que também ama poesia e Cecília, lembra minha avó.

Outra aquisição de peso, cara e maravilhosa foi a coletânea de contos de Edgar Allan Poe  da editora Dark Side Books, que como todos já devem saber é conhecida por suas publicações de terror e ficção científica. Além de arrasar no capricho das edições. Esta do Poe por exemplo, além de ter uma capa dígna de uma bíblia dos contos de terror, possui comentários das principais obras do autor e duas versões traduzidas de seu conto mais famoso O Corvo, que foram feitas por Machado de Assis e Fernando Pessoa, além da versão original é claro. Como não amar isso?

Um livro que me deixou bastante curiosa foi o Ovelha Negra e outras fábulasAugusto Monterroso – que apesar de bem fininho, contem mais de dez fábulas que eu jamais ouvira falar antes, a não ser a expressão de ovelha negra, mas só de nome apenas. Por fim, outro queridinho que estava há bastante tempo em minha lista de desejos é o Ligeiramente fora de focoRobert Capa – que foi o livro responsável por todas as compras anteriores, já que aproveitei a promo de 20% na Amazon nos livros da Cosac Nayf. Todos os livros mencionados neste book haul e nos demais serão resenhados aqui. Se você tiver alguma sugestão de livros de novos poetas brasileiros ou estrangeiros, por favor deixe nos comentários que eu vou adorar conhecer a nova safra de escritores da nossa geração!

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.