Madonna

Madonna e a identidade de Rebel Heart

Definitivamente este é um dos melhores CDs que Madonna já lançou em sua carreira. Rebel Heart não traz nenhuma novidade sonora. Não como os seus antecessores. Mas algo de especial se revelou neste álbum: a maturidade de uma artista completa. Sim, ao longo de seus mais de 30 anos de carreira, Madonna enfim conseguiu imprimir num disco a sua identidade musical, porque até então ela era considerada uma ditadora de tendências no meio. Porque quando ela lançava uma música, o mercado a partir daquilo parecia não saber o que apresentar de novidade ao público. Mas eu lhes digo: isso é ser Madonna.

Este é um daqueles CDs em que você coloca pra tocar e ouve do inicio ao fim sem pular nenhuma faixa. Ele é tão deliciosamente bom de ouvir que o tempo voa quando escuto ele. Mas o que me chama mesmo a atenção é a capacidade de Madonna conseguir ainda me chocar com alguns trechos de suas músicas:

and we can do drugs
and we can smoke weed
and we can drink whiskey
yeah we can get high
and we can get stoned
and we can sniff glue
and we can do e
and we can drop acid
forever been lost with no way home

Conhecendo melhor Madonna e Rebel Heart

Mas não há espaço para hipocrisia, eu sei. Ela sempre disse o que queria dizer, independente das pessoas gostarem ou não. E é isto que mais gosto nela. Apesar de conhecer bem sua carreira e saber que mesmo polêmica, este e outros trechos das músicas da cantora não refletem bem suas convicções. Madonna, se você não sabe, é totalmente contra o uso de drogas (apesar de já ter o feito na juventude). Mas é isso que faz este álbum ser tão interessante. Como o próprio título fala, um coração rebelde nem sempre sente o que é lógico.

Só que o mais engraçado nisso tudo é que mesmo sem ter tanta novidade sonora para apresentar a Rainha do Pop conseguiu na época fazer um buzz quando lançou o single do CD “Illuminati”. Música da qual ela cita nomes de grandes nomes do stream do showbiz como Jay Z-Beyoncé, Rihanna, Lady GaGa e até o ex presidente americano Barack Obama. Como se ela desse a entender que todos aqueles citados pertencessem à ordem mundial dos Illuminatis. Vai saber se é isso mesmo.

Depois de esperar tanto tempo, e bota tempo nisso, para resenhar este CD, posso afirmar que sim, este é o melhor álbum de sua carreira sem sombras de dúvida. Talvez a nova geração que idolatre Demi Lovato, Ariana Grande ou outro artista desta nova safra não entenderão a importância e o peso que Madonna tem no meio musical. Caso você se interesse em conhecer um pouco da carreira da artista, tenho duas sugestões: a primeira é ler esta biografia de Madonna e a segunda é que busquem no Spotify a coletânea The Immaculate Collection. Este contém os melhores e mais famosos hits da carreira dela. Depois de absorver todas estas informações, me conte aqui nos comentários o que você acho da vida e carreira de Madonna e seu último álbum.


 

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

A neurose nossa de cada dia

Hoje estava ouvindo algumas músicas da Clarice Falcão e acabei me deparando com a “Oitavo andar”. Talvez esta seja minha canção favorita dela, que basicamente fala sobre nossas neuroses sobre as pessoas que amamos e de nós mesmos. No intuito de destrinchar a fio toda a letra, resolvi analizar por estrofes (parágrafos) esta canção e refletir um pouco sobre o real significado da loucura pelo amor. Então vamos começar!

Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8º andar, onde a Dona Maria mora porque ela me adora e eu sempre posso entrar. Era bem o tempo de você chegar no T, olhar no espelho o seu cabelo, falar com o seu Zé e me ver caindo em cima de você, como uma bigorna cai em cima de um cartoon qualquer

A típica cena de uma mulher louca e cega de ciúmes que “se mata” por conta do outro na primeira, ou enésima, briga como forma de fazer aquela chantagem emocional barata. Um comportamento bem especifico de pessoas imaturas, mimadas e descontroladas.

E ai, só nos dois no chão frio, de conchinha bem no meio fio. No asfalto riscados de giz, imagina que cena feliz. Quando os paramédicos chegassem e os bombeiros retirassem nossos corpos do Leblon. A gente ia para o necrotério ficar brincando de sério deitadinhos no bem-bom. Cada um feito um picolé com a mesma etiqueta no pé. Na autópsia daria pra ver como eu só morri por você

erick-davila

ImagemErick Davila

Neste trecho pode-se ver nitidamente que o sentimento de possessividade de um personagem para o outro é tão forte que ele (a) seria bem capaz de não medir esforços para fazer com que a outra pessoa seja bastante infeliz separada dela. Esta afirmação eu baseio na passagem metafórica que Clarice usa como “e ai, nos dois no chão frio de conchinha bem no meio fio” que de uma certa forma bem cômica retrata uma cena bastante triste e corriqueira de nossa realidade, quando pessoas cometem assassinatos ou crimes passionais com tamanha brutalidade sem dar chance à outra pessoa se defender.

Quando eu te vi fechar a porta eu pensei em me atirar pela janela do 8° andar, em vez disso eu dei meia volta e comi uma torta inteira de amora no jantar

Enquanto isso, o desfecho da história se resume a um único gesto de egoísmo. Ai vocês vão pensar: mas ela deu uma grande demonstração de amor próprio, de maturidade e grandeza ao não se humilhar implorando por perdão ou “volta pra mim”. No entanto, o que posso concluir é que: por se tratar de uma história de conflito amoroso, de natureza obsessiva e extremamente passional, só posso concluir que tanto o narrador da história como o personagem em questão demonstram uma grande indiferença um pelo outro.

Esta foi a minha análise da música “Oitavo andar” e gostaria muito de saber o que vocês pensam sobre o tema abordado na letra ou se concordam ou não com minha tese. 🙂

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

Uma coletânea especial

Não conheço uma pessoa, das quais eu convivo é claro, que não goste de música. Seja lá qual for o estilo ou gosto, a música está presente no dia-a-dia de muita gente, seja pra cantarolar, aprender um idioma novo, treinar o vocal ou mesmo extravasar, pois dizem que quem canta seus males espanta. E foi pensando nisto que selecionei uma super lista de reprodução do Spotify para vocês.

O tema desta semana é nada mais nada menos que Sir. Elton John. Sim, este cantor que embalou gerações desde a década de 1970 com canções que caíram no gosto do público e claro, da Royal Family, mais especificamente da Princesa Diana, que teve uma música tocada e dedicada a sua pessoa e reeditada em seu funeral pelo próprio cantor em 1997.

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.