Anexos e desconexos

Nunca dei muita importância quando um escritor dizia: “preciso sair do meu meio comum e viajar, para que assim eu possa me inspirar”. Sempre achei isso meio frescurinha de artista sabe? Mas nesta última semana aprendi o valioso preço que é poder se deslocar, no meu caso de casa, e passar uns dias fora para arejar a mente. Por consequência adquirir novas referências. Como eu meio que sabia que isto aconteceria, claro que não pude deixar meu companheiro de tantos anos para trás, meu computador.

Quando tenho um bloqueio de escrita ou criativo, sem pensar já corro para executar tarefas simples, que citei nesse post, e costumam resolver bastante, só que às vezes não. Mas algo inusitado me ocorreu neste meio tempo que estive fora: minha criatividade fluiu de uma forma que até me surpreendeu. É aquela coisa, se estamos em busca de algo ela não vem, ou se vem, vem com certa preguiça e dificuldade, mas quando paramos de correr atrás, voi-là, ela aparece magicamente.

coreto1

Respirar ares diferentes, mesmo sendo conhecido, é muito bom, principalmente quando se vai com o intuito de descansar. Ai parece que tudo faz mais sentido, melhor se resolve e parece mais fácil do que quando tentamos quebrar a cabeça com aquilo. Outra coisa surpreendente desta minha desplugada foi que pude perceber coisas diferentes em locais já comuns de meu conhecimento. A surpresa maior vem quando se pensa que a familiaridade não pode lhe causar estranhamento, pois digo: muito pelo contrário!

Prova disto que falei é este coreto da praça da cidade de Carmo da Mata. Um ano atrás ele não estava aqui, neste meio tempo em que não vinha mais para cá muitas coisas mudaram, muitas mesmo, menos o jeito pacato de ser pois cidade do interior de Minas que é sempre assim, o tempo não passa nunca. Além destas belas fotos que tirei, ainda consegui recarregar minhas energias e me concentrar melhor no que quero escrever para o blog. Nada melhor do que um cheiro, uma cama diferente e confortável para realinhar a ordem de meus pensamentos.

coreto2

Sei que nos próximos dias conseguirei extrair ainda mais coisas interessantes de tudo o que já conheço por aqui e com isso pretendo escrever na mais sincera prosa tudo o que tem me cercado, feito bem e mais feliz que nunca. Porque assim são as coisas, a gente vai andando, e quanto menos se espera acha algo novo em alguma coisa velha. Isso tudo que estou dizendo pode não fazer sentido pra você que me lê agora, mas no futuro, quando precisar experimentar este tipo de sensação assim como eu, fará todo sentido.

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

Diário de Viagem 1

viajar

uruguay

Uruguay

Creio que viagem seja um assunto interessante para todos, afinal, raro é alguém que não goste de viajar. E para quem gosta, quanto mais informação e experiência melhor. Exatamente há um ano  e doze dias comecei minha jornada pelo Uruguay,e recentemente cheguei de uma viagem de La Paz na Bolívia e Lima no Peru e é basicamente sobre estas ultimas que venho dividir com vocês.

E tá, viajar é algo incrível sim! É como uma sala de aula prática e sem professores. Você aprende uma gama de coisas, conhece pessoas fantásticas, lugares lindos, outros nem tanto, mas tudo isso vai te fascinar. Você vai aprender muito sobre os aspectos culturais do lugar em que você está de maneira bem rápida porque é tudo muito diferente, as paisagens sempre vão te encantar por mais simples que sejam e você também vai aprender muita coisa que você não sabia sobre si! A gente descobre que às vezes é capaz de comer algo que não gosta, porque não sabia o que queria dizer na embalagem, mas já a abriu e não pode jogar fora e comprar outro porque está com pouca grana e não sabe como será amanhã.

3

2Peru

Terão pessoas rindo ou debochando de você porque está falando o idioma errado ou com sotaque diferente e algumas pessoas vão querer se aproximar de você justamente por isso, porque achou ´´fofo“ você tentando falar e vão querer praticar o pouco que sabe sobre seu idioma com você também. Fato é que isso é algo encantador, apesar de algumas vezes acontecerem fatos não previstos, ou termos de abrir mão de uma refeição, por exemplo, para conseguir se locomover no dia seguinte. Acontece.

1

Peru – Depois do deserto uma praia

E no final ontas, sempre alguém ou você mesmo vai se perguntar: Vale a pena? Bom, se for seu sonho, a resposta é sim! Realizar um sonho não é apenas um desejo conquistado, é também uma maneira de provar para você e para as pessoas mais importantes de sua vida o quão você é capaz e realizado nisso. E isso te dá direito a sonhar novamente com alguma coisa, com a mesma possibilidade de êxito e cada vez mais e mais. Sinceramente? Acredito que isso seja essencial para nossas vidas. Se me perguntarem se valeu a pena, eu direi: cara, eu ganhei muitas coisas pelas viagens que fiz e infelizmente perdi algumas também que me fazem muita falta, mas sim! Super valeu a pena! Quem garante que se eu não tivesse feito essas viagens eu não teria perdido essas coisas? E se mesmo assim eu as tivesse perdido? Aí seriam essas perdas a subtração de um sonho realizado, e ai meus amigos, a coisa ficaria mais feia.

Outra coisa importante que aprendi é que viajar não é gasto, mas um investimento. Um dia topei com minha professora de matemática da sexta serie, conversamos pouco porque ela estava trabalhando, mas lhe contei que ainda não fiz faculdade e que estava viajando. Para minha surpresa ela disse que eu estava certo, que viajar era uma fonte de conhecimento valiosa, destacou ainda sobre os idiomas que aprendi e tudo mais. Juro que achava que ela ficaria decepcionada com o que eu disse, mas não. Aí sim eu ví o porque ela decidiu ser professora, porque as pessoas precisam ter a mente sempre aberta à novas idéias e não apenas limitar o conhecimento apenas ao estudo em livros. Viagem mais conhecimento adquiridos em livros se complementam e somam muito mais.

4

Parque Ecológico de Pura La Paz na Bolívia

Então pessoal,espero que tenham gostado do resumo que fiz sobre o que aprendi viajando e desejo que todos nós possamos sempre viajar, para que possamos espalhar conhecimento útil por aí.

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.

Descobri o meu lugar no mundo!

Porque nessa vida o que realmente importa não é o preço que as coisas têm mas o valor qualitativo que elas podem proporcionar ao nos ensinar sempre algo novo. Não me preocupo mais em ficar me espremendo financeiramente pra juntar grandes valores de dinheiro em poupança, pois o que se “gasta” numa viagem é sem dúvidas o maior investimento na sua cultura e formação pessoal que você vai fazer.

Conhecer novas pessoas, ter contato com gente e línguas do mundo inteiro (sem ao menos sair do Brasil) e fazer novas amizades. São tantas as experiências que nem posso mensurar em valores o que aprendi. Descobri que estar fora é a melhor maneira de aprender quem você realmente é por dentro, conhecer e aprender sobre seus limites e aceitar as diferenças que é o mais importante.

aviao

Ninguém é obrigado a tolerar certas coisas, mas sim é obrigado a tirar algo proveitoso de situações e amadurecer com elas. Saber administrar e superar seus medos e fazer disso um grande aprendizado, também é uma forma de evolução espiritual. Quando passei a observar o comportamento das pessoas e conhecer as peculiaridades locais, as coisas ficaram muito mais claras e simples para mim, sem preconceitos, sem stress e sem complicações.

Mas nesta última viagem senti uma coisa engraçada, porque todas as vezes que vou ao Rio de Janeiro eu me sinto uma estrangeira, talvez por ainda não ter desvendado todos os mistérios e possibilidades do local ou sei lá, por me ver apenas como uma turista mesmo. Pretendo sim voltar ainda este ano e riscar de minha lista tarefas e metas que me impus. A experiência de viajar de avião sozinha foi um largo passo que dei, ja a escolha do Hostel foi um total desastre, devido a sua precária estrutura e falhas e mais falhas na comunicação entre internet e o sistema operacional de check-in deles. Mas como disse, até mesmo das coisas ruins é possível tirar proveito e aprender com elas.

caipirinha

Saber a hora certa de se apreciar as coisas boas da vida: todo mundo está cansado de saber aqui do meu probleminha com a estabilização de minha glicose. Mas é aquele negócio – você poupa de um lado para conseguir usufruir de outro – a ponderação e o equilíbrio devem andar lado a lado nessa vida torta que levamos. Outra coisa que aprendi, a negociar comigo os meus riscos e limites, de até onde estou disposta a ir, e na boa? Foi excelente!

Por fim, o maior de todos os aprendizados, a sensação de leveza e liberdade que aprender a andar com as próprias pernas proporcionam a nós. Não depender das pessoas para tomar decisões, ter de ficar ligada o tempo todo para não se perder ou perder as coisas, arriscar a fazer escolhas ousadas ou confiar em estranhos, este talvez foi meu amor desafio, me abriu os olhos para até onde devo mesmo me retrair e quando devo me jogar a fundo no escuro. Por falar em me jogar, isso é o que farei da próxima vez que eu viajar pra lá. Decidi que pular de asa delta ou de para pente será um desafio que terei de cumprir. E promessa é divida!

aeroporto

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.