Para quê nós viemos

Fiquei a semana toda deliberando sobre uma matéria que vi e li no site You Pix sobre a participação da Blogueira Shame no evento com a Júlia Petit e Caio Braz . Aqui no blog sempre estou mostrando as consequências do consumo sem limites e o que isso pode causar não só para o indivíduo mas sim para toda a sociedade. Sempre bati e baterei nesta tecla, a grande sacada da moda não é o poder aquisitivo ou o quanto posso comprar para ficar na moda e sim o que você sabe fazer com o que tem.

A grande dificuldade das pessoas é reconhecerem que elas não podem ter tudo (nem todas as pessoas mas a maioria sim) e isso frusta mesmo mas é a verdade. A personalidade e a crítica de dissolveram neste universo dos blogs de moda/beleza onde tudo é cheiroso, glamuroso, importado e perfeito, isso não existe. Quando eu me junto com a Carol para discutir aspectos funcionais do blog, não há um só momento que a gente não reflita sobre o rumo deste blog, o que devemos ou não fazer ou o que está certo e errado e podemos mudar.

Quando pensei em me unir à Carol foi porque achava que podíamos fazer um trabalho sério, digno e honesto para quem quisesse nos seguir. A exemplo disso, quando houve nas redes uma avalanche de reclamações sobre empresas que vendem produtos por assinatura mensal em uma caixa, a primeira coisa que pensei foi ver se o que estão dizendo é verdade e claro, consultei a Carol para saber o que ela achava. Diversas vezes pensei em deixar o blog nas mãos da Carol e sair daqui porque estava tão desgastada com essa falação de falta de ética no meio por pessoas que se vendem por jabás, enquanto eu ralando numa faculdade e tentando dar o melhor de mim fico vendo pessoas sem propriedade alguma pulverizarem a credibilidade de quem faz isso bem melhor e por muito menos ($). Mas em respeito às pessoas que aqui curtem nossa página, comentam e fazem questão de estarem conosco, aqui estou eu.

Não, aqui nós não frequentamos festas badaladas com looks incríveis e postamos em nossos Instagrans a nossa rotina de luxo porque além de não acreditarmos nisso nós achamos isso muito cafona. Esse site é um espaço de interação de quem o faz para quem lê e vice versa. Desculpem o tamanho do post e por ficar falando isso (de novo) aqui, mas acho que precisava desabafar com alguém em algum lugar. Se tiver alguém que queira falar ou acrescentar alguma coisa para a gente fique a vontade porque aqui o espaço é de vocês.

Autora

Nascida em julho de 1987 (data da qual se orgulha muito) esta canceriana de Belo Horizonte é jornalista por formação e escritora por paixão. Desde muito pequena sempre teve gosto pelas artes, aos 11 anos escreveu seu primeiro rascunho narrativo, advindo de um entusiasmo frenético pela chegada de seu primeiro computador em 1998. Um ano mais tarde se apaixona pela arte da fotografia com a sua mais nova aquisição da época: uma câmera analógica de filme Yashica e nunca mais parou de interessar-se nesta arte.

Anos mais tarde, um pouco mais madura, mas não menos inexperiente, voltou a desenvolver interesse pela escrita. paixão que a obrigou a criar vários blogs ao longo de sua trajetória. Por hora escreve neste veiculo sobre comportamento, cultura e variedades, mas que também sempre acolhe em seu espaço gente inteligente, com vontade de divulgar assuntos novos e projetos legais.

Atualmente trabalha como assessora de imprensa, mas nas horas vagas gosta de dedicar seu tempo ao que mais lhe dá prazer: buscar inspirações, ler bons livros, tomar café e ouvi uma boa música. Mas se for tudo isso ao mesmo tempo, melhor! É uma pessoa de personalidade marcante e forte e que adora discutir a respeito de tudo, mesmo que não entenda do assunto. Mas o único jeito de se saber mesmo quem ela é, só a conhecendo mesmo! Tem um tempo livre ai?

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Graduada em Comunicação Social com habilitação em jornalismo (2014) pela PUC Minas, desde sempre teve uma forte inclinação pelo mundo da escrita. No mesmo ano inscreveu-se para uma vaga na Pós Graduação em Branding (Gestão de Marcas e Identidade Corporativa) também pela PUC Minas, formando-se em outubro de 2015. Somando todo este conhecimento, mais seu olhar crítico e observador aos acontecimentos e comportamentos sociais e somado a necessidade de relatar todas as suas impressões, o blog Fios de Nylon mostra-se uma poderosa ferramenta de difusão de seus estudos, observações e paixões. Usa a fotografia como forma de complementar seus textos “pois acredito que a imagem não só casa-se muito bem como consegue sintetizar uma ideia, texto ou pensamento numa única imagem”.

Fazer planos e traçar objetivos na vida é o que a motiva a procurar coisas diferentes para fazer e novas histórias para contar, pois como uma jornalista que é, observar e contar histórias é de sua natureza.

O universo digital é o grande palco deste espetáculo. Com o objetivo de transmitir apenas fatos corriqueiros, discussões sobre temas atuais e questionamento sobre o que acontece em nossa sociedade, a escritora oferece em seu site na web um pedaço de seu mundo, com um ponto de vista otimista do qual só compartilha coisas positivas, que segundo ela, os telejornais e a grande mídia de divulgação já cumprem seu papel de informar o conteúdo de utilidade pública. “Aqui ofereço ao meu leitor um momento de paz, relaxamento, reflexão e de descontração de certos paradigmas. Este espaço é um local em que as pessoas podem ter certeza de que encontraram textos que provoquem a discussão sadia, maneiras de se inspirar no dia a dia e formas alternativas de adaptar coisas simples em nossas vidas para além do consumo”, destaca.

Fora o blog, Carla também alimenta continuamente suas inúmeras, diga-se de passagem, redes sociais, das quais podemos acompanhar de perto o significado de todos estas descrições sobre ela citadas anteriormente. “Nada melhor do que acompanhar o trabalho de alguém para saber se sua biografia condiz com a realidade. Por isso convido a todos (as) vocês a me acompanharem não apenas aqui no Fios de Nylon, mas também em todas ou nas principais redes sociais em que estou presente”, conclui a escritora.

Manifesto bloguelístico

Já falamos aqui no blog e falaremos o quanto for necessário sobre o que pensamos sobre esse consumo desenfreado por produtos de beleza. O post de hoje é um pouco mais reflexivo em um tom de desabafo. O dilema entre ter uma coisa por ter e ter porque precisamos usar parece bem lógico, mas a coisa fica meio confusa a medida em que a proposta é ajudar as pessoas indecisas ou que desconhecem deste universo glamuroso chamado moda.

Nada contra os outros blogs que geram suas receitas com base na publicidade de empresas já consolidadas no mercado, que utilizam aqui deste veículo e de pessoas (em sua maioria, não generalizando) que não são formadas em jornalismo, para difundir um marketing que muitas vezes se passa por opinião pessoal para convencer uma leitora, na maioria das vezes, sem a formação para saber que aquilo é um truque publicitário.

Sim, neste ramo (da beleza) precisamos testar muitos produtos, testar a qualidade, o serviço prestado, a procedência, entre outros, para poder chegar até você e dizer “Olha, isso não é legal, ou, isso aqui é bacana” e mesmo assim, em alguns casos caímos em contradição com estes mesmos produtos ou mudamos nossa impressão sobre eles, mas isso sempre com o intuito de oferecer uma informação precisa e transparente. A finalidade do blog não é ditar moda e nem falar o que cada uma deve ou não usar, nem mesmo estimular o consumismo desenfreado de produtos, o que oferecemos aqui é a nossa opinião sobre o que vale ou não a pena, e podem ter certeza, muita coisa ai postada na blogesfera não vale nem a embalagem que é mostrada.

A equipe do blog acredita no potencial de cada um de nossos leitores. Convictas disso, nós sempre transparecemos as melhores das intenções para sempre levar o melhor das informações até vocês, tentando ser o mais imparcial possível e sinceras. Por isso peço a colaboração de vocês sobre nosso espaço “O blog” e vejam nossa política de postagem e sorteios, porque ali está o código de consulta do site e queremos construí-lo com vocês. Opinem, mandem sugestões, digam o que gostam ou o que não gostam (na medida da elegância possível, sem ataques pessoais) para que possamos sempre melhorar. Porque este blog não faz o menor sentido sem a participação de seus leitores já que o fizemos pensando em vocês.