Reeducação alimentar e minha nova rotina

reeducação alimentar

Existe apenas um único jeito da gente dar valor e cuidar de nossa saúde: pela necessidade. Todas as vezes que tive de fazer uma reeducação alimentar foi por causa de problemas de saúde. Da primeira vez foi quando fui diagnosticada com hipotireoidismo. Ele é um déficit na produção do hormônio da glândula da tireóide que controla basicamente tudo em nosso organismo, principalmente o metabolismo.

Há dois anos exatamente a endocrinologista me alertou dos riscos do não diagnóstico e tratamento da doença. Ela também me esclareceu muitas coisas que se passavam no meu organismo, que eu erroneamente culpava a falta de vitaminas no organismo. Por isso é extremamente importante procurar ajuda médica especializada para controlar e solucionar estas questões. Ela me prescreveu um remédio, a reeducação alimentar e atividade física.

Por que tive de readeuqar minha reeducação alimentar

Hoje o problema não tem a ver com a tireóide, mas sim com a forma em que meu organismo absorve e metaboliza o que consumo. Meses atrás passei um mal danado com cólicas abdominais achando que era uma gastrite nervosa. Depois de fazer muitos exames e uma tomografia descobri que meu rim esquerdo não estava funcionando. Isto ocorre devido ao alto acúmulo de cálculos nele. Cálculos estes com 3cm de tamanho em média.

Com a cirurgia da retirada destas pedras do meu rim esquerdo, novamente houve a necessidade de mudar radicalmente minha alimentação. O médico me recomendou reduzir o consumo de proteína animal, sal e gorduras. Desde então não tenho comido absolutamente nada de carne, branca ou vermelha. Aderi uma dieta vegetariana e bebendo no mínimo 3 litros d’água por dia. Isso só para evitar que novos cálculos se formem no rim direito, que por sinal já tem um lá formado.

Reeducação alimentar à força?

A conversa com o urologista foi bem esclarecedora e assustadora ao mesmo tempo. Tendo que, dependendo de como for a cirurgia, posso não ter mais meu rim esquerdo funcionando mais. Ai a luta será manter o direito saudável e funcionando. Por isso estou seguindo à risca as recomendações e estou tomando 3 litros de água, cortei o sal da minha alimentação e não como mais frituras. Mas estou confiante que após a cirurgia tudo ficará bem. Isto porque eu estou bastante rigorosa com minha alimentação e atenta com tudo o que compro para comer.

São fases como estas que nos fazem ter mais cuidado com nosso corpo. O que não podemos é ficar apavorados e achar que está tudo perdido, pois não está. Como o médico mesmo disse, se eu seguir uma dieta leve e não fizer extravagâncias, as chances de eu ter uma vida normal e plena são grandes. Assim pretendo levar uma vida mais leve. Porém sempre em alerta com tudo o que consumo, sabendo que isto é ara meu bem e não o contrário.

Jornalista, mineira de Belo Horizonte, 30 anos e apaixonada por cinema, livros, música e fotografia. Não sou de muita conversa, pois prefiro me expressar através de textos. Nascida na era da internet, blogo desde 2008. Para saber mais sobre minha história clique em Autora.